Arquivo para outubro \08\UTC 2008

você sabe o que é YOM KIPUR?

  Yom Kipur começa hoje, dia 8 de outubro, antes do anoitecer. É o dia do perdão, a data mais sagrada do calendário judaico.

Neste ano, Yom Kipur se inicia no dia 8 de outubro, quarta-feira, às 17:41h, e termina na noite do dia 9 de outubro. É costume fazer caparot – abate de um galo, para um homem, e de uma galinha, para uma mulher, no dia 9 de Tishrei de madrugada, 8 de outubro, por um shohet qualificado. Também é possível cumprir este costume com dinheiro, doando-o para tzedaká.

É proibido jejuar no dia que precede Yom Kipur, mesmo se este jejum for Taanit Halom. É, ao contrário, uma mitzvá fazer uma refeição adicional. A refeição que antecede o jejum deve ter pão e pratos de fácil digestão e ser concluída 20 minutos antes do pôr-do-sol. Bebidas alcoólicas são proibidas.

As mulheres devem acender as velas antes de ir à sinagoga, dizendo a bênção “Lehadlik Ner Shel Yom Hakipurim”. Se a mulher quiser locomover-se de automóvel ou usar o elevador antes do início de Yom Kipur, deverá, antes de acender as velas, fazer uma ressalva dizendo que não está recebendo Yom Kipur, com o ato de acendimento das velas.

É, porém, necessário antecipar o recebimento de Yom Kipur para antes do pôr-do-sol.

É costume os pais abençoarem os filhos, pedindo que estes sejam selados no Livro da Vida e que, em seus corações, permaneça sempre o amor a D’us. Convém também ir à sinagoga antes do pôr-do-sol, para poder participar do Kol Nidrei, a “anulação dos votos”.

Restrições durante Yom Kipur

Yom Kipur é o Shabat dos Shabatot e, portanto, todo trabalho profano deve cessar e todas as leis do Shabat devem ser respeitadas. Assim como no Shabat, é proibido carregar sobre si qualquer objeto durante Yom Kipur.

Além de observar as limitações regulares do Shabat, em Yom Kipur outras cinco são acrescidas:

“Não comer, não beber, não trabalhar, não se lavar e nem massagear a pele (perfumes, cremes etc.), não calçar couro, não ter relações conjugais”.

O jejum diz respeito tanto aos homens quanto às mulheres, mesmo se grávidas ou amamentando. Só em caso de doença ou onde haja algum perigo, o jejum pode ser suspenso (consulte seu rabino). As crianças de 9 a 10 anos podem jejuar algumas horas, e a partir dos 11 anos, conforme avaliação dos pais, podem jejuar o dia todo.

O jejum torna-se obrigatório aos 12 anos, para meninas, e aos 13, para meninos.

O uso de sapato, sandálias ou tênis de couro é proibido tanto para homens como para mulheres. As crianças também devem ser orientadas neste sentido.

Ao término de Yom Kipur, a Havdalá deve ser feita sem bessamim, e a Bênção da Luz deve ser feita sobre uma vela que permaneceu acesa desde o dia anterior.

fonte consultada: site www.morasha.com.br

Bom, apesar de eu não ser judia, acho importante conhecermos e respeitarmos todas as religiões e suas tradições. Que nossos irmãos judeus possam ter um abençoado Yom Kipur.

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RICARDO KOTSCHO

    O Prof. Fábian indicou para leitura o livro UMA VIDA DE REPÓRTER-DO GOLPE AO PLANALTO, de autoria de Ricardo Kotscho. Adorei o livro! É super bem escrito. Com suas trezentas e poucas páginas, que em nenhum momento tornam-se cansativas, Kotscho faz o relato da sua vida de repórter, passeando pela história de Lula e de como se tornou seu assessor parlamentar. A obra vale a pena ser lida, pois nos dá uma visão de como é ser reportér, suas preocupações e os encantos da profissão.  Na página 129, diz: “…O jornalista de raça é um mágico. Transfigura o anônimo em notável, enquadra o texto no contexto. Enquanto nós nos limitamos a olhar, ele vê as coisas, pessoas, a paisagem. Vê e conta”.

Deixo então minha dica de leitura.

NOSSOS ERROS E OS OUTROS

Quando deixamos de fazer algo é porque estamos muito ocupados. Quando o outro não o faz, é porque está desorganizado.

Quando falamos, é uma crítica construtiva. Quando o outro fala, está te atacando.

Quando defendemos uma idéia, é convicção. Quando o outro o faz, é obstinado.

Quando não cumprimos é distração. Quando o outro não cumpre, quebra nossa confiança.

Quando mentimos, ocultamos algo. Quando o outro mente, dizemos que engana.

Quando reclamamos, lutamos por nossos direitos. Quando o outro reclama, é prejudicial.

Quando falamos de nós mesmos, é porque necessitamos nos reconhecer. Quando o outro fala de si mesmo, é um presumido.

Quando fazemos alguma coisa sem idicação prévia é iniciativa. Quando o outro faz, está se excedendo em suas funções.

Quando progredimos é fruto de muito trabalho. Quando o outro progride, teve sorte.

Esse texto demostra como mudams de vocabulário quando nos referimos a nós mesmos ou quando nós estamos nos referindo a outras pessoas.

Parece que quando falamos de nós, queremos evitar toda culpabilidade. Quando falamos do outro, quase sem vontade, os culpamos sem pensar como se sentiram.

 

Esse texto é parte da mensagem de Iehuda Gitelman, líder do Centro Israelita de Porto Alegre. Achei muito interessante. Pense e medite sobre esse texto. Shalom para ti!

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