Arquivo para agosto \28\UTC 2009

A França no Margs

Os últimos dias da exposição Arte na França 1860-o realismo está sendo bem agitado no Margs. Só na quarta, cerca de quatro mil pessoas de todas as faixas etárias circularam por lá e ontem eu  fui conferir a mostra, que tinha uma fila gigantesca do lado de fora do museu, dando volta na praça da Alfândega.

O crepúsculo, de Van Gogh

O crepúsculo, de Van Gogh

A exposição reune grandes nomes como Van Gogh, Picasso, Monet, Cezzane, Portinari, entre outros artistas. Ao total, são mais de cem obras, trazidas de Lisboa, Paris, Rio de Janeiro e São Paulo, além de obras de colecionadores nacionais e internacionais. O foco da exposição está no período em que o realismo se afirma na arte francesa e passa a influenciar o panorama da arte internacional.

Bom, adorei toda a exposição, mas  as obras que mais me chamaram atenção foram o “Retrato da irmã”, de Alfred Courmes, 1921, “O café da manhã”, de Pierre Roy-1930, e “Retrato mulher” de Portinari. Obviamente os quadros de Picasso, Cezzane, Dali, Van Gogh, Monet e Portinari, como  não poderia ser diferente,  estavam rodeados de pessoas. São obras lindas e de raro acesso para nós, gaúchos. O famoso quadro “Rosa e azul “, de Renoir-1881 foi certamente um dos grandes destaques da mostra.

O mais interessante é o prazer que nós-eu-apreciadores de arte, conseguimos ter em visualizar esses quadros. Na correria do dia-a-dia, muitas vezes não nos damos conta de que, parar simplesmente para olhar uma boa obra de arte pode ser muito prazeiroso. Numa exposição, nós conhecemos a obra e a obra nos conhece. Estabelecer uma terceira margem, como propoz a última bienal do mercosul aqui de Porto Alegre, é romper fronteiras. Por isso não basta só olhar para um quadro. É preciso descobrir o que a obra te traz, te diz. Para isso, é necessário que voltemos o nosso olhar sem preconceito contra um estilo ou outro, favorecendo ou desmerecendo tal obra. Não basta apenas tentar entender o que o artista quiz retratar num quadro por exemplo, há de se ir mais além, descobrir essa terceira margem, essa nova perspectiva sobre uma obra.

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As religiões continuarão

17014[1]E as religiões continuarão no futuro. É o que afirma um estudo independente, publicado pelo jornal francês  Le Monde.

Segundo essa análise, o aspecto que mais chama a atenção é o crescimento das principais religiões do mundo até 2050. Estima-se que o cristinaismo passará dos aproximadamente 2 milhões  para mais de 3 milhões de fiéis, seguindo como a primeira comunidade religiosa mundial. Mas, os que mais crescerão serão os muçulmanos, que hoje são em torno de 1.200 milhões de  seguidores e passarão a 2.229 milhões. O crecimento dos induístas será moderado, chegarão ao número de 1.175 seguidores e os budistas de 323 milhões a 425. Os judeus, com 14 milhões de fiéis, passarão a ter, segundo a estimativa, 17 milhões.

Outro ponto relevante é o desaparecimento do cristianismo no sul da Europa. Os cristãos europeus que hoje são por volta de 25% do catolicismo mundial, serão apenas 16% em 2050. A maioria dos cristãos estão situados no “Novo Mundo”, com aproximadamente 275 milhões na América do Norte e 530 milhões na América Latina.  Nesses locais, o catolicismoé a religião cristã predominante. Mas, o protestanismo evangélico vem crescendo muito nestas regiões, e já soma 65 milhões. Na África, o cristianismo cresce com mais rapidez, somando 300 milhões de seguidores.  Na Índia e na China, o seu crescimento segue minoritário, e na Terra Santa, berço do cristianismo, a crença deve desaparecer.

O Islamismo é grande não só na Indonésia(maior país islâmico), mas também na África, onde um em cada três habitantes rezam a Alá. Na Europa vivem 16 milhões de muçulmanos e 4 milhões nos Estados Unidos.

Matéria completa no site www.valoresreligiosos. com.ar

Informações extraídas do Blog das Religiões.

Contrariando a previsão de algumas pessoas contrárias a religiões e a religiosidades, a expectativa é de que elas continuarão existindo e crescendo ao longo dos anos.

 

 

Cuidado com o bronzeamento

As câmaras de bronzeamento artificial podem estar com os dias contados. Há tempos se suspeitava que a radiação ultravioleta emitida por esses equipamentos tinha potencial cancerígeno. Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou o nível de alerta para o bronzeamento artificial, colocando-o entre os agentes cancerígenos mais perigosos, ao lado do tabaco e do gás mostarda, arma química usada na I Guerra Mundial. O parecer da OMS se baseia num estudo feito pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer sobre radiação solar recém-publicado no jornal Lancet Oncology. Pesquisadores de nove países reavaliaram os riscos dos raios solares UVA, UVB e UVC. Sabe-se que não é bom abusar do sol na praia nem na piscina porque os dois últimos estão relacionados a vários tipos de câncer de pele. Os pesquisadores concluíram que os raios UVA, justamente aqueles produzidos pelas lâmpadas bronzeadoras, são tão cancerígenos quanto os outros dois. Os raios UVA eram considerados menos nocivos – estavam relacionados apenas ao envelhecimento precoce e ao surgimento de catarata.

O estudo adverte que, em pessoas com menos de 30 anos, o bronzeamento artificial aumenta em até 75% o risco de incidência de melanoma.Apenas dez minutos numa câmara de bronzeamento artificial equivalem, em média, a uma hora de sol sem proteção. O melanoma é o mais perigoso tipo de câncer de pele. Apresenta enorme grau de metástase, ou seja, grande capacidade de se espalhar para outros órgãos do corpo. O fator hereditário influi no desenvolvimento do melanoma. Quem tem pele clara é forte candidato a ter a doença se abusar da exposição ao sol ou ao bronzeamento artificial.

Há muito os médicos condenam o uso das lâmpadas bronzeadoras. Os donos de clínicas que oferecem bronzeamento artificial – estima-se que existam 5 000 no Brasil – se defendem alegando que ele não provoca mais danos do que a exposição ao sol. Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se manifestou a respeito da pesquisa da OMS e cogita proibir o uso das câmaras de bronzeamento artificial no país.

Fonte:Revista Veja 05/08/09